A Obra Prima de Olilas!

A Obra Prima de Olilas teve registo no ano de 1958, durante o acampamento da Mocidade Portuguesa,  na conhecida e paradisíaca praia de Varela, banhada pelo oceano Atlântico, na zona mais setentrional da Guiné-Bissau, e no eixo das pequenas vilas de Susana e Ingoré.  

Definidos o evento, o ano e a localidade, resta-me informar os prezados tatitataianos,  em que  palco  ficou celebrizado, com os reconhecidos: empenho e mestria, peculiares à patente OLILAS, esse memorável acontecimento.  Essa gesta foi sublimemente imortalizada por Olilas e por uma meia dúzia de seus fiéis seguidores, num círculo em terra batida, onde todas as noites se cumpriam os programas culturais da Chama da Mocidade Portuguesa.

Tratava-se duma pequena valeta de secção rectangular com cerca de 30 cms de profundidade, que delimitava um círculo de cerca de 10 metros de raio, onde a rapaziada se sentava na borda exterior com os pés no interior. De cómodo, essa valeta nada tinha. MAS, o entusiasmo e a euforia dessa massa juvenil,  suplantava todo e qualquer problema relacionado com essa exígua comodidade. No centro desse círculo fazia-se, pelo fogo,  uma chama contínuamente alimentada por pedaços de troncos secos, ramos e folhagem.  

Ao longo de um segmento de arco desse círculo, posicionavam-se, óbviamente sentados em cadeiras, os dirigentes da Mocidade Portuguesa, normalmente militares, uns mais graduados que outros,  respectivas esposas e demais familiares. E como meros espectadores, uma vez que os acampamentos da MP sempre tiveram lugar em período de férias escolares,  também se registava a presença de alguns professores do Liceu Honório Barreto e, ainda, de alguns civis da capital Bissau.

Poderei dizer que duas plateias bem distintas se faziam presentes: a plebe, essa massa juvenil um tanto ruidosa e nem sempre receptiva a representações de qualidade; e a classe dirigente, bem mais atenta, e exigente,  quanto a participações que tivessem alguma conotação com o simbolismo de uma Chama da MP.

A título de exemplo, uma inflamada declamação da terceira estrofe do Cântico I dos Lusíadas: Cessem do sábio Grego e do Troiano, As navegações grandes que fizeram; Cale-se de Alexandre e de Trajano, A fama das vitórias que tiveram…, seria seguramente acolhida com entusiásticos aplausos

Fugiria à autenticidade do Tatitataia, se eu declinasse o dever de dizer que a Chama, quanto outros eventos da Mocidade Portuguesa guardavam, óbviamente, os traços e o estigma do Estado Novo. Mas isso é outra história.

Permitam-me voltar ao espírito do Tatitataia, e à prometida Obra Prima do nosso  Olilas.

Nessa noite, antes que as mencionadas plateias pudessem descobrir o imenso talento de Olilas, começamos por apreciar um Cécil Miranda, vulgo Katxétxi, que, no seu melhor e de forma sui generis, fez uso de todo o seu talento ao declamar A Balada de Neve de Augusto Gil. Francamente!, e ao dizer de forma sui generis, não estou seguramente enganando nenhum Tatitataiano. Pobre Augusto Gil!

Eis como Katxétxi imortalizou  a sua Balada de Neve: “Batem leve, levemente, aaaiiiiiiiiii, Como quem chama por mim, aaaiiiiiiiiii. Será chuva? aaaiiiiiiiiii. Será gente? aaaiiiiiiiiii. Gente não é certamente, aaaiiiiiiiiii, e a chuva não bate assim, aaaiiiiiiiiii”.

O que tornava essa declamação um quanto particular, e de certo modo atractiva, eram esses ais, que, não fazendo obviamente parte do poema, eram proclamados numa espécie de refrão, cada vez mais longos, mais sentidos, mais lancinantes, digamos, uma louvável tentativa de reproduzir os sons emitidos pela Pitonisa de Delfos durante as profecias emanadas por essa sacerdotisa do templo de Apolo, em Delfos, na Antiga Grécia. 

Foi através dessa forma sui generis e atraente, que o nosso Cécil Miranda findou a sua notável actuação, merecedora de vibrantes e ruidosos aplausos acompanhados de apoteóticos: katxétxi, Katxétxi, Katxétxi! A noite prometia…

Depois da hilariante prestação do Katxétxi, cederam-me a vez para que desse o ar da minha graça. Tendo testemunhado a enorme ovação dedicada ao Katxétxi, cedo me apercebi que a minha participação não teria, seguramente, e malgrado o meu reconhecido geito, ou talento, para imitações,  o impacto que eu bem gostaria que tivesse em ambas as audiências. E assim foi.

Depois de ter colhido magros aplausos, coube a vez de uma outra figura conhecida por Xico Tira, do escalão das milícias, elementos de 18 anos e mais, mostrar à audiência o quanto valia.

Este saiu-se bem melhor que a minha modesta pessoa, servindo-se da sua harmónica de boca, da qual era exímio executante. Tocou uns trechos de música popular guineense, a exemplo do Kampamento, n’kána bai kampamento, pabia de cinku péss (cinco escudos), n’kána bai romba pitu, n’kána bai’!; ‘Romba pitu, n’kána bai romba pitu, pabia de cinku péss, n’kána bai romba pitu, n’kána bai’. Fatú ohh… e outras mais.

Músicas sempre acompanhadas por laivos de dança, com muita graça e marcante exotismo. A popular música kampamento, exprime que ninguém está disposto a dar cabo do físico, pela quantia de cinco magros escudos diários.

Depois da actuação do Xico Tira, instalou-se um vivo suspense na sequência de rumores postos a circular, de que Olilas estava na iminência de passar à acção o que provocou uma enorme excitação, nomeadamente, na audiência maioritariamente composta pela mencionada plebe.

Durante o curto intervalo que precedeu a actuação do Xico Tira, pude aperceber-me de uma viva discórdia no seio dos responsáveis pela programação do evento da Chama da MP. O Pomo dessa discórdia incidiu sobre a participação ou não participação do Olilas no programa previsto para essa noite. Reconheçamos que a pessoa Olilas, suscitava apreensões. Muito pouco faltou para que a decisão final fosse referendada! Uns, conhecendo sobejamente as linhas, as entrelinhas, e as alíneas do Curriculum vitae, perdão, do Curriculum cívico do Olilas, e como que inspirados ou instigados pelo filósofo inglês do século XVI-XVII, Thomas Hobbes, que considera o Homem, um ser intrínsecamente mau, justificando o homo homini lupus, opuseram-se categóricamente à hipótese de actuação do Olilas. Outros, mais condescendentes e mais moderados, a exemplo do saudoso António Pedro Ortet, carinhosamente conhecido por Peipas, inclinaram-se mais pela tolerância do francês Jean Jacques Rosseau, e pela sua obra, O Contrato Social. Este último defende que o homem é intrínsecamente bom, a exemplo do Bom selvagem,  em referência às civilizações dos ameríndios: Incas, Maias e Astecas.

Entretanto, e para franco regosijo da plebe, o bom Jean Jacques Rosseau acabou por impôr-se ao mau Thomas Hobbes e assim foi dado o aval à participação do Olilas no programa dessa noite. Entretanto, devo sublinhar que esse aval foi acompanhado de sérias advertências pela parte dos adeptos da não participação, quanto aos elevadíssimos riscos associados à actuação de um sempre imprevisível Olilas.

Pela extrema admiração que sempre nutri, e continuo nutrindo, por esse saudoso e querido companheiro de tantas e tantas situações partilhadas, apraz-me dizer-vos que Olilas é Olilas, não por convicção, e muito menos por  ideologia. Essas palavras nunca disseram ‘nada’ a Olilas. Olilas personificou o antídoto e a antítese. Quiçá motivado por alguma desconhecida ou inexistente doutrina, seguramente em diapasão com a ‘pessoa’ Olilas… Olilas há um. E não mais Olilas existem, e tampouco os haverá no futuro!

E foi assim, depois de todo este enredo que,  Olilas e  sua gente entra,  finalmente em cena para imortalizar a sua gesta, como mencionado no parágrafo introdutório.

Quando Olilas e os seus entraram em cena, estava tão bem posicionado que pude ter, e tive, o privilégio de cruzar  o seu olhar. Apercebi-me, como que por reflexo, de um olhar brilhante e mais vivo que nunca. Em resposta ao cruzamento dos nossos cúmplices olhares, o meu amigo Olilas, esboçou-me um sorriso. Melhor, um esgar de sorriso,  imediatamente compreendido. Era tudo quanto eu ansiava! Por esse esgar de sorriso compreendi que o que estava para vir, não seria coisa boa. E não foi!

Gente! Esse garoto de média estatura, posicionou-se de forma a fazer-se ver. Sim, fez questão de se fazer ver e valer, acompanhado pelos seus acólitos. Garboso, único! O nosso Adonis! Pude, através desse mesmo olhar brilhante e determinado, aperceber-me o quanto ele saboreava esse momento, pelo qual tanto esperou. Esse momento que o conduziria, seguramente, ao mais alto degrau da Ribalta. Diz-se que as oportunidades não devem ser desperdiçadas. A dele estava, nesse preciso e precioso momento, à sua mercê. Bem algemada.  Com essa oportunidade ímpar, Olilas sentia aproximar a Nirvana!

Eis que um grito,  melhor dizer, um senhor ‘berro’ audível, timbrado, e sobretudo bem autoritário, chefe de guerra, ecoa:  TA-TI-TA-TÁ-IAAA! E, pós um silêncio de fracção de segundo, Olilas solta a esperada senha: Rapazes, Kêl kzinha, que se afirma por Aquilo. Ao que,   num reflexo pavloviano, os mencionados acólitos, os quais tenho carinhosamente incluído no colectivo Olilas e os seus,  acompanharam-no em uníssono: Katôtinha, kzê bô tem?! Ê kodjôn ke bazâm pankada; Forti krîka ke sâta duém, Té kadêra riâm pâ báxu! E o refrão, meu Deus! Kâ têm pastêl, kuá kuá, Kâ têm pastêl, kuá kuá; Fazê bankêti, fazê bikúda, lâ na kása di nhô Rei, kuá kuá!  Bis repetita! Meus amigos, não creio haver software algum que possa, ou que ouse passar isto para o português. Ahhhh…, tampouco serei eu a fazê-lo! E fiquem sabendo queridos Tatitataianos, que esta gesta foi sempre acompanhada de bem ritmados movimentos (e que movimentos…) de ancas, de fazer inveja às conhecidas danças orientais do ventre…. Um descalabro! Não, O descalabro!

Tornou-se óbvio que Olilas e os seus, tiveram que ser imediatamente retirados de cena. Melhor, varridos de cena. E isso,  ainda no auge dos sensualíssimos e ritmados movimentos de ancas, e não só!…

Na manhã seguinte, essa enorme massa juvenil que constituíu a denominada plateia plebe, e as demais categorias que participaram nesse acampamento da MP, acotovelavam-se em ambos os lados duma estrada em terra batida para,  sob ruidosas e prolongadas ovações, testemunharem a Olilas e os seus todo o apreço e admiração no momento em que os mesmos deixavam Varela numa viatura militar, Unimog, de retorno a Bissau. Com um largo sorriso aflorando-lhe nos lábios, ainda pôde, entre acenos, dizer aos que ainda o ouviram: Badjúdas bô fikâ! Mátchuss ke tenêl, nâ ribâ B’ssau! com esse Ke tenêl acompanhado de uma mão no seu baixo-ventre num obsceno gesto querendo provar masculinidade ou matchundádi!…

Não mais tive dúvidas que o momento faz o herói. Olilas deixou Varela como um herói. Sob longas e vibrantes ovações: Ô-lilas, Ô-lilas, Ô-lilas, Ô-lilas!… De regresso a Bissau levou com ele, e orgulhosamente, um profundo sentimento de dever cumprido. Ele voltará a estar convosco, connosco, num próximo episódio que relata o convite que Olilas me formolou, sim,  a mim João Galvão, para um western, cowboiada, na UDIB! Comecem a imaginar como pode,  um simples convite para um filme western, transformar-se numa dantesca comédia. E já estou rindo, só de pensar em algumas passagens desse inconcebível projecto, só à altura da reputação dessa querida quanto mítica figura, de nome OLILAS!…

E assim chegamos ao fim da Obra Prima de Olilas que espero tenham gostado. É este o Olilas que vos prometi fazer conhecer….

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“TATITATAIA”, um grito de guerra!

Essa expressão deve-se a uma lendária (e respeitada!) figura do nosso Liceu Honório Barreto, durante as décadas 50 e 60 do século transacto. Essa figura,  foi seguramente um aluno desse estabelecimento de ensino secundário. Mas não foi seguramente um estudante, durante a sua presença nesse mesmo estabelecimento de ensino. E digo isso, porque considerá-lo estudante, seria,  de certa maneira, uma traição aos pergaminhos dessa saudosíssima figura. Seria, seguramente, desvirtuar o que sempre foi a mais nobre função dessa tão querida figura no nosso não menos saudoso, Liceu Honório Barreto: ser aluno, sem jamais se guindar á categoria de estudante!

Essa saudosíssima figura, esse saudoso aluno, chama-se  Luis Alberto de Oliveira Santos. Conhecido por Olilas por ‘gregos e troianos’, e por vezes carinhosamente denominado Pumbaila.

As circunstâncias, como a meteorologia, ditavam ou determinavam, quando Sua Alteza se prestava ser: Olilas, ou Pumbaila. Porém, sob uma ou outra veste, verdade seja dita, essa saudosa figura foi sempre um elegante, garboso e sobretudo, um audacioso Macho Alfa. Quanto a isso, questões difamatórias quanto ao perfil desse incontestável e jamais contestado líder, nunca se fizeram audíveis. Mas quanto orgulho sabia e soube incutir às suas hostes… não sei se dizer, Grande Olilas, ou se Olilas Grande.

Portanto, ouvir aflorar dos lábios desse Macho Alfa, a expressão sonorizada e compassada, Tatitataia, Ta-ti-ta-ta-ia fosse qual fosse o nível em decibéis, significava, com toda  simplicidade e sem o mínimo equívoco, que o grupo estava sob governo. Que o grupo tinha um programa ciosamente concebido. Programa esse no qual, os seus fidelíssimos súbditos e associados à mistura, cada um tinha uma tarefa a honrar. Um objectivo a atingir, sem ufania mas com muito empenho. Belos tempos. Que vivas saudades!

Prólogo

O Tatitataia! Ei-lo finalmente…

Trata-se de um Projeto que vem viajando na minha mente, seguramente,  há mais de uma década.

Graças ao Pedro, meu filho mais novo que fez, não só toda a montagem deste blog, quanto me chamou a capítulo, sobre esta promessa, que já tardava demasiado a ver o dia! Para além dessa carinhosa chamada de atenção, um outro acontecimento contribuíu para apressar o nascimento do Tatitataia: a recente passagem por Paris, do meu David, o qual não tinha tido o privilégio de ver por cerca de uma década, pois reside em Brasília, tendo o mesmo David, como que por um gesto de solidariedade para com o irmão, não se ter poupado em questionar a minha vontade em dar corpo ao Tatitataia.

Por todas essas razões, agravadas pelo facto de ter lido algures, uma frase do escritor e ensaísta português, Eugénio Lima, que dizia: “Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível”, ora, por vergonha ou por despeito, acabei por encontrar energias para,  definitivamente, vencer a preguiça, ou, preferívelmente,  quebrar a inércia do repouso, uma expressão que disfarça, com mais agrado, qualquer reprovação ao atrazo do  Tatitataia, que vos farei conhecer, aos poucos,  com imenso prazer e carinho. Aguardem pelo próximo degrau, pois eles serão muitos e com a firme intenção de vos ser, a todos,  acolhedores!

O que pretende este blog?

A finalidade primeira do Tatitataia é reavivar para reviver, acontecimentos ocorridos durante um período da vida do nosso tão querido e inesquecível Liceu Honório Barreto. Focarei o período em que pude guardar memória de acontecimentos em que fui testemunho, e em muitos dos quais também fui protagonista. Eu e alguns demais.

São situações que marcaram pelo cómico, pelo ridículo e até pelo inédito. Mas que constituíram FACTOS! Comportamentos próprios de jovens adolescentes, nem sempre conscientes das consequências desses mesmos comportamentos e atitudes. Enfim, situações hílares e hilariantes que vos trará – que nos trarão – momentos de intensa comunhão, solidária cumplicidade e transbordante SAUDADE…

Mencionado o inegualável, incomparável e ímpar Olilas, vejo-me e sinto-me na obrigação de enriquecer o Tatitataia, com  outras figuras de relêvo, cuja omissão valer-me-ia, seguramente, reparos de muitos dos colegas dessa época. Não posso portanto, furtar-me de mencionar os não menos saudosos, Armando Salvaterra, vulgo Vaínga,  Mussa Dabó, vulgo Cow-boy, o mais querido e popular vigilante, diria, funcionário polivalente do Liceu Honório Barreto. E ainda,  Lucínio de Jesus Henriques de Carvalho, meu colega da que foi considerada: “Tristemente célebre, 3° Ano B, 1958-59”!

Aproveito para informar que o crioulo (acompanhado de respectiva tradução em português), fará parte do relato de vários episódios. E isso, porque esses mesmos episódios perderiam considerávelmente a sua essência, senão a quasi-totalidade do seu sabor. Por essa razão de peso, o ingrediente crioulo é indispensável.

Igualmente,  e a pôr-vos de sobreaviso: Adjectivos como bardamerda, sacana de merda, e quejandos, mas vigorosos quejandos, são bem susceptíveis de figurar em alguns episódios, com o único propósito de assegurar a autenticidade e a intensidade desses momentos, para os quais não tenho a mais modesta das intenções de mascarar. Qualquer tentativa de escrever diferente, seria uma imperdoável forma de desvirtuar a realidade.

Se  Tatitataia esperou uma década, não veio para mentir, e tampouco está disposto a mentir! Os adolescentes de ontem, se fizeram adultos. E estou certo, que esses mesmos adultos só se rejuvenescerão, pela autenticidade do Tatitataia. E se esses mesmos adultos corarem, por um ou outro menos modesto impropério, então, Tatitataia poderá vangloriar-se de ter cumprido a missão pela qual tanto se fez esperar.

Preparem-se para os futuros episódios que, não sendo épicos, vos farão seguramente mais alegres, e porque não, mais felizes. Viva o meu, o vosso, o nosso: Tatitataia!

Dedicatória

Este blog é dedicado, com muito carinho, aos meus queridos netos: Marina, Ida, Pablo, Tiago, Mai e Milan. E com idêntico carinho, aos meus não menos queridos filhos: Pedro, Djamila, David e Tiago. Á memória dos meus pais, os saudosos Eunice e Amilcar. Á Maria Dulce Almeida, a Dulce, a amiga de sempre. Aos meus queridos manos Rosarinho e Gui.

E naturalmente a tantos conhecidos e amigos, com uma referência muito especial aos meus amigos de peito: minha prima Maria Olívia Barbosa Mendes, Armindo G. Ferreira Júnior, Manuel Dias da Cunha Ribeiro, o conhecido Manecas ‘Cutá’, António Pedro Silva Almeida, João Armando Mascarenhas Araújo, Carlos Alberto Anahory, o ‘Bebeto’ para os bem íntimos e Mário José Sá Barbosa.

Para os mencionados e os muitos por mencionar, direi: enfim, Tatitataia tardou, mas chegou!