“TATITATAIA”, um grito de guerra!

Essa expressão deve-se a uma lendária (e respeitada!) figura do nosso Liceu Honório Barreto, durante as décadas 50 e 60 do século transacto. Essa figura,  foi seguramente um aluno desse estabelecimento de ensino secundário. Mas não foi seguramente um estudante, durante a sua presença nesse mesmo estabelecimento de ensino. E digo isso, porque considerá-lo estudante, seria,  de certa maneira, uma traição aos pergaminhos dessa saudosíssima figura. Seria, seguramente, desvirtuar o que sempre foi a mais nobre função dessa tão querida figura no nosso não menos saudoso, Liceu Honório Barreto: ser aluno, sem jamais se guindar á categoria de estudante!

Essa saudosíssima figura, esse saudoso aluno, chama-se  Luis Alberto de Oliveira Santos. Conhecido por Olilas por ‘gregos e troianos’, e por vezes carinhosamente denominado Pumbaila.

As circunstâncias, como a meteorologia, ditavam ou determinavam, quando Sua Alteza se prestava ser: Olilas, ou Pumbaila. Porém, sob uma ou outra veste, verdade seja dita, essa saudosa figura foi sempre um elegante, garboso e sobretudo, um audacioso Macho Alfa. Quanto a isso, questões difamatórias quanto ao perfil desse incontestável e jamais contestado líder, nunca se fizeram audíveis. Mas quanto orgulho sabia e soube incutir às suas hostes… não sei se dizer, Grande Olilas, ou se Olilas Grande.

Portanto, ouvir aflorar dos lábios desse Macho Alfa, a expressão sonorizada e compassada, Tatitataia, Ta-ti-ta-ta-ia fosse qual fosse o nível em decibéis, significava, com toda  simplicidade e sem o mínimo equívoco, que o grupo estava sob governo. Que o grupo tinha um programa ciosamente concebido. Programa esse no qual, os seus fidelíssimos súbditos e associados à mistura, cada um tinha uma tarefa a honrar. Um objectivo a atingir, sem ufania mas com muito empenho. Belos tempos. Que vivas saudades!

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10 thoughts on ““TATITATAIA”, um grito de guerra!

  1. Bem-vinda esta ideia, João. Além de nos ajudar a “desenferrujar” o cérebro, permitir-nos-á reviver as memórias, tão boas, dos que fazem parte das nossas vidas, mesmo que alguns já não estejam presentes. As vivências e as pessoas é que tornam possível a história de vida de cada um de nós, por isso se diz, e penso que bem, quem não tem uma história de passado não tem presente. E eu cá estou.

  2. BEM VINDA esta ideia AMIGO JOÃO GALVÃO GOSTEI IMENSO POR SE TER RECORDADO DO MEU ENTE QUERIDO IRMÃO. FOI SIM UM “ESPECIAL” ESTUDANTE DO ANTIGO LICEU HONÓRIO BARRETO. EU ERA PEQUENA MAS OS MEUS PAIS CONTARAM-ME AS HISTÓRIAS DELE – ENFIM …… ETERNA SAUDADE E UM MUITO OBRIGADA. ABRAÇOS

    1. Cara Maria Filomena, Talvez não saibas o quanto o teu saudoso irmão Luis Alberto, o nosso OLILAS, constitui um património cultural e afectivo do, e no que foi a nossa não menos querida Instituição de Ensino Secundário, o Liceu Honório Barreto. Não procurei senão imortalizar, com todo o respeito e carinho, essa mítica figura. O próximo episódio, em preparação, será um acontecimento em que ele foi a figura preponderante. Estejam todos atentos. Um abraço amigo!

      1. Velhos tempos…Que saudades…Sinto orgulho de ter pertencido a esse grupo e de ter tomado parte em várias peripécias que constituem hoje a argamassa do meu edifício. Bem hajas, pois, João, pela iniciativa. O blog está bem concebido e estarei sempre pronto a colaborar. Um abração. Manecas Cutá

      2. não sabia meu caro amigo . Fico satisfeita com esses comentários muito muito obrigada .

  3. Já era tempo de termos onde e como avivarmos as recordações “boas, más e algumas até, únicas” de uma época que marcou, e de que maneira, as nossas vidas e enquanto “passantes” pelo Liceu Honório Barreto. Apoio e agradeço-te meu caro Galvão por esta iniciativa e forma como cararacterizaste o estilo irreverente da tão mítica figura que o Olilas representou para com quem teve o privilégio de com ele viver as mais fortes emoções. No meu caso, depois de tantas “passadas” que dele ouvi, quando o conheci, já mais calmo, cá por Lisboa, mesmo assim, senti um orgulho imenso de estar perante, como dizes: não sei se dizer, Grande Olilas, ou se Olilas o Grande.

    Um Abração.

    João José Correia/N’Piki

  4. João, obrigado pela recomendação do Blogue. Só posso enaltecer a ideia e desejar felicidades para a iniciativa e que haja bastantes comentários/participações, para que as recordações daqueles tempos não venham a cair no esquecimento. Abraços.

  5. Amigo Galvão, dos seus comentários no Grupalop deu-me a perceber que a sua biblioteca esta á disposição de todos nós. Continuo a aprender e, desejo-lhe um sucesso contínuo… Boa sorte com esta preciosa iniciativa.

    Justino Bassarme

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