Por onde passou o ‘Homem Novo’ forjado na Luta?! Texto VI

Venho falando em fascículos ou, se quiserem, em episódios, e já lá vão cinco, do propalado “Homem Novo forjado na Luta”. Este Homem que, segundo as nossas expectativas, e ouso estendê-las, sem grandes margens de erro, à escala universal, seria pleno de virtudes ou, no mínimo, detentor de uma mente aberta e inclusiva, e de um profundo sentimento humanístico.

O enquadramento “histórico” que pretendi dar pondo a nú o comportamento individual e colectivo desse homem saído da Luta bem como a natureza do regime que cedo implantou não deixam espaço para uma análise panegírica por maior boa-vontade ou generosidade que se tenha.

A breve história de Samanta e Moisés, um casal com história de vida semelhante a tantos outros, contada no anterior capítulo desta curta série é apenas uma de entre muitas e não passa de um episódio profundamente marcante na vida de uma família que, de entre outras vicissitudes – a vida é maioritariamente feita de silêncios e vazios inenarráveis – foi empurrada para o exílio com tudo o que esta situação tem de mau: projectos de vida destruídos, destabilização da vida familiar, desvanecimento de sonhos e objectivos, procura e adaptação a uma nova vida, desequilíbrio na educação dos filhos entre outros vários problemas decorrentes da novel condição.

Qualquer atento e avisado observador que tenha de perto acompanhado a primeira década do pós-independência da Guiné-Bissau, não poderá furtar-se à constatação duma manifesta e deliberada relutância e intransigência do PAIGC em reconhecer às populações dos centros urbanos até então  fora da sua jurisdição, o direito inalienável  de se assumirem guineenses de pleno direito em ‘pé de igualdade’ com os seus concidadãos que participaram na luta armada. Essa paridade profunda e permanentemente desejada, porque de um direito natural se trata, jamais foi concedida.

Desde o primeiro instante que o PAIGC fez saber, ou pelo menos se empenhou em fazer compreender,  de forma despudorada e sem quaisquer laivos de ambiguidade, que a Guiné-Bissau ‘conquistada’ seria de facto o País dos Guineenses, ‘MAS’ não sem antes os dividir em duas categorias, a saber: por um lado, os que só tinham direitos – os apelidados ‘os melhores filhos da nossa terra’, militantes de Luta do PAIGC; e por outro, os cujo patriotismo estava sob suspeita e que só tinham deveres e obrigações – aqueles que não haviam participado directamente na Luta pela Independência.

Essa humilhante dicotomia imposta ao povo guineense, foi esculpida num clima, como alguém já bem o definiu,  de ‘asfixiante paternalismo e chocante arrogância’. E não  bastando essa humilhação, o PAIGC procurava intimidar e ‘doutrinar’ as populações dos centros urbanos através dos seus regulares comícios proferidos ‘ex cathedra’, alguns veiculando mensagens bem ultrajantes.

Confundia-se o poder da força com a força do poder e, desta forma, foi-se passando um certificado de menoridade política e até de alguma “cobardia” às populações urbanas desprezando o seu saber, a sua experiência, a sua subtileza e a sua inteligência e até mesmo a sua resiliência. Nunca entendeu – o PAIGC – a diferença entre a autoridade livremente consentida e compreendida com o autoritarismo, a autoridade imposta e arbitrária.

No quadro das intimidações não era invulgar ser-se  interpelado com manifesta jactância: Bú sîbi âmi i kim?, o que traduzido quer dizer, Sabes quem sou eu? Ou melhor, fazendo-se importante: “Sabes com quem estás a falar?”

Convém aqui registar que tudo era à revelia do que se tinha publicado e divulgado no sentido que o sonho que comandara a Luta, ou que supostamente ‘a’ teria comandado, foi o de construir uma Guiné-Bissau coesa, fraterna e com uma só categoria de cidadãos: Guineenses livres e iguais em direitos e obrigações!

É absolutamente pacífico que os múltiplos e complexos problemas que a República da Guiné-Bissau vem defrontando, têm as suas raízes no passado. O País ainda não se libertou das sindromes da ‘Luta Armada de Libertação Nacional’ ou da ‘Luta Armada pela Independência Nacional’, ou mesmo da ‘Guerra Colonial’ ou da ‘Guerra do Ultramar’ dependendo uma ou outra dessas denominações da sensibilidade política que cada um entenda atribuir a essa confrontação que durou mais que uma década e durante a qual a VIOLÊNCIA com o seu rasto de destruições foi, obviamente, omnipresente.

Essa violência de que foram impregnados todos os anteriores ‘Poderes’ quanto o actual, acabou por modelar, um ‘modus operandi’ que, pela sua acutilância, macabra sustentabilidade e consequente, mas infeliz longevidade, não tem permitido assegurar uma estável e necessária Paz social, ‘conditio sine qua non’  para que se possa promover a implementação, tanto a curto, quanto a médio e longo prazos, dum sustentável Programa de Desenvolvimento Sócio-Económico para o País.

Essa cultura de violência forjada na Luta e inerente ao ‘Homem Novo’ teve, como não podia deixar de ter, um efeito boomerang que gerou no seio do próprio PAIGC, ao longo da luta armada e no pós-independência, uma continuada onda de antropofagia que se alimentou de vidas de valorosos combatentes que tendo emprestado elevado brio à gesta da Luta pela Independência se deixaram consumir pelo desvario do Poder comprometendo assim a possibilidade de figurarem como exemplos nas páginas da nossa História. Essa constatação não deixa de ser dolorosa. Como escrever a História da Guiné-Bissau sem mencionar as vítimas dessa antropofagia? Foram ontem heróis. Como os considerar hoje?!

Numa saudável iniciativa de tentar compreender as causas subjacentes ao fracasso do PAIGC pós-independência, gostariamos de vos propor uma (re)leitura, despida de todo conservadorismo e imobilismo intelectual, à conhecida frase de A. Cabral: ‘Sou um simples africano que quis saldar a sua dívida para com o seu povo e viver a sua época’.

Pelo actual ‘estado de perdição’ em que se encontra a GBissau, podemos ser tentados a dar a essa frase uma interpretação diferente da que se lhe vem sendo conotada, e inclusive dela tirar ilações que, por displiscência da cúpula do PAIGC, por comodismo, ou mesmo por parecer simples e óbvio, nunca puderam ser discutidas.

No fundo, quatro décadas após o seu trágico desaparecimento físico, essa frase impele-nos, convida-nos, melhor, quase nos obriga aceitar que, pelo facto de A. Cabral ter feito TUDO quanto pôde, a ninguém  é reconhecido ou, ainda pior, a ninguém é permitido o direito de contestar os resultados do seu empenhamento. O mesmo que dizer: Eu fiz a minha parte, e bem! Façam vocês a vossa! Pôncio Pilatos, assim lavou as mãos…

Por outro lado, quando lemos a intervenção de A. Cabral, intitulado “Encontro de Ensalmá” no qual afirma: “A luta que levamos a cabo com a arma na mão para tirar os tugas do nosso chão, para a nossa Independência, é o Programa Mínimo que estamos a cumprir. Não pensem que vamos todos mandar em Bissau. Para aquele que era mecânico, electricista, pescador, agricultor quando entrou na Luta, irão ser criadas as condições para ele continuar a sua actividade e viver o seu estatuto de Combatente da Liberdade da Pátria. A nossa Independência termina em Ensalmá. Ela vai ser entregue à gente que virá ao nosso encontro para a assumir. Essa gente é que irá começar a cumprir o Programa Maior que é compôr a terra, tarefa maior e mais complicada”, forçados somos a constatar que A. Cabral reconhece através desta declaração despida de equívocos que o ‘Homem Novo’ que o PAIGC gerara não tinha a mais pequena condição de gerir com o mínimo sucesso, o País. Mesmo com sua liderança uma vez que ele não se exclui dessa gestão.

Continuando com o pronunciamento de Ensalmá, como esperar ou viabilizar o apoio daqueles para os quais precisamente programava o seguinte porvir político: Para aquele que era mecânico, electricista, pescador, agricultor quando entrou na Luta, irão ser criadas as condições para ele continuar a sua actividade e viver o seu estatuto de Combatente da Liberdade da Pátria? Passo-me de comentários porque não me sinto tão ingénuo…

Volvidas quase quatro décadas de independência política da Guiné-Bissau e constatando-se o estado de depauperamento social, económico e sobretudo moral em que ainda se encontra o país, não será justo questionar, ou sermos tentados a questionar, o benefício da acção do PAIGC e do seu ‘Homem Novo’ para com o povo da Guiné-Bissau? Que se tenha a necessária coragem de levantar essa embaraçadora questão.

Se para uns quantos a acção do ‘Homem Novo’ é decidida e inquestionavelmente positiva, seremos então forçados a levantar uma outra questão: Em que termos, ou de que modo, o ‘Homem’ Novo’ e o PAIGC beneficiaram a República da Guiné-Bissau e o povo guineense? Pela Independência? Pela Bandeira? Pelo Hino?

Volvidos quarenta anos, por onde passou a Paz? O Progresso? A Felicidade? E sobretudo a Liberdade?

Quem poderá dizer quando, em quatro décadas, foi o cidadão guineense ‘autorizado’ a manifestar a mais singular discordância?

Onde estão, quem são e quantos são os beneficiários da acção do ‘Homem Novo’ e do PAIGC na Guiné-Bissau?

Questões que se impõem e que aguardam respostas.

Mas perante tão maus e defraudantes resultados que a pós-independência bem evidencia, parece-nos legítimo ainda questionar, se ao longo do processo da Luta, A. Cabral, profundo conhecedor das limitações do capital humano de que dispunha não terá, em algum momento, sopesado o risco do fracasso a que estava exposta a pós-independência e o consequente interesse no prosseguimento da Luta?

Não será este o verdadeiro sentido de “Ensalmá” que tem constituído, até o presente, uma questão verdadeiramente tabú no seio do PAIGC?

Ao profetizar um dia numa reunião de militantes: “Se alguém me há-de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios”, o  Eng° Amilcar Lopes Cabral deixava transparecer um aberto sentimento de insegurança face aos militantes do seu PAIGC pondo em causa as virtudes da sua criação. Pelo que mais tarde aconteceu, podemos afirmar que o lider do PAIGC não foi vítima senão da sua própria criação, da sua obra: o PAIGC!

Muito se cantou e ‘embalou’ o mito A. Cabral mas bem pouco ou nada se aprendeu do homem. Do homem A. Cabral, evidentemente. Como explicar tão maus resultados? Careceriam os militantes do PAIGC de conhecimentos e de capacidade para apreenderem e assimilarem correctamente os objectivos, os princípios e as etapas da Luta? Estariam à altura de tão ambicioso projecto? Terá A. Cabral sido suficientemente explícito?

Inadequada pedagogia? Utopia? Romantismo revolucionário? Que cada um livremente se pronuncie,  com toda a frieza e isenção, mas sem ‘ses’ e sem ‘mas’, quanto ás multiplas causas desse  flagrante insucesso.

Porém, Tatitataia se tornaria inconsistente com o seu ‘Dever de Memória’  se, ao chegar ao fim da presente série do ‘Homem Novo’ não prestasse pública homenagem a todos quantos foram negados o direito a uma campa, por conta dos desvarios do Poder draconiano do PAIGC pós independência, corporizado no “Homem Novo forjado na Luta” a coberto de razões que a ‘razão’ jamais poderá explicar.

Foram milhares!

Não poderia findar esta série sem vos propôr a noção que partilho do ‘Homem Novo’. Um ‘Homem Novo’ diferente. Radicalmente diferente.  Verdadeiramente humano na sua essência. É esse e mais nenhum outro do qual a nossa Guiné-Bissau tanto precisa e por que mais anseia.

O parágrafo que abaixo transcrevo, e que vos proponho ler e reflectir, não é da minha autoria. Ele foi retirado dum texto redigido uns anos atrás por um guineense amigo íntimo que, como muitos outros, participou no pós-independência animado por uma vontade profunda de ser útil e ‘saldar a sua dívida’ para com o nosso povo e para com a terra que nos viu nascer ou nos viu crescer: A Guiné-Bissau. Não poderia encontrar melhores palavras para definir o ‘Homem Novo’ que devemos todos  ambicionar para a nossa Guiné-Bissau.

“Sim, basta! É preciso fechar definitivamente o ciclo. É preciso dar lugar a uma nova geração de políticos, totalmente descomprometidos e libertos das síndromes da Luta pela Independência. Uma geração cujos direitos e deveres se equilibram e igualam-se aos de qualquer outro cidadão. Uma geração cujo mérito está no seu saber, na sua dedicação, na sua honestidade, na sua real inserção nos novos paradigmas e não no seu passado de combatente por mais glorioso que tenha sido. Uma geração que saiba o que é, e respeite, o estado de direito democrático. Os tempos de há muito que são outros. E é preciso compreender, interpretar e materializar os seus sinais”.

Melhor, eu não saberia dizer.

E assim chegamos ao fim desta longa série dedicada ao  controverso e delicado tema do ‘Homem Novo’ forjado na Luta. Tatitataia agradece a atenção que a ele se dignaram dispensar e os juízos e comentários que uns e outros entenderam ou venham a entender formular.

Voltaremos assim que possível aos hilariantes episódios ocorridos durante os nossos verdes anos no nosso querido Liceu Honório Barreto. Episódios esses mais consentâneos com os modestos propósitos editoriais definidos pelo Tatitataia.

Sejam pacientes!

 

 

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7 thoughts on “Por onde passou o ‘Homem Novo’ forjado na Luta?! Texto VI

  1. O nosso Caro Galvas fechou com chave de ouro. Os jovens e menos jovens, os guineenses no geral, os que sonham com uma nova e diferente Guiné-Bissau Soberana, devem levar a sério esta perspectiva do “Homem Novo”, relê-la da parte I até à VI, sublinhar alguns trechos para reter, como algo único que nos foi partilhado. Um testemunho, um desabafo, uma análise, um comentário, chame-se o que quiser. A verdade é que nos mostra e demonstra as causas que justificam muita da atualidade do nosso país. OBRIGADO GRANDE GUINEENSE.
    Carmelita Pires

  2. Caro João,

    Mesmo não sendo um conhecedor profundo de Amílcar Cabral e o seu projecto, não é difícil chegar a única conclusão possível: Sejam quais fossem os planos do A. C., não foram apreendidos da mesma forma como o mesmo teve a intensão de os transmitir. Não houve tempo para se consolidar os valores correctos da causa – Era sobre um país e o seu povo e não apenas sobre o inimigo…

    Obrigado por estes textos de reflexão.

    Abraço,
    ANx

  3. Fabuloso. Uma pena que fiques por aqui. Este tema daria um livro. E talvez até já tenha dado. Eu li “A geração da utopia” e “Predadores” de Pepetela. Outro país, outros momentos, mesmíssima história.

  4. Por dever de memória (Onde está o Homem Novo forjado na luta) J. Galvão Borges

    Vou adiantar algumas ideias sobre a análise que faço do Tatitataia, um blog de João Galvão dos Reis Borges, meu irmão colaço, um jovem de espírito, um homem da Guiné, sem medo de arrostar com críticas destrutivas e espúrias de gente medíocre, de pseudos intelectuais, de gente prenhe de mentiras ou de inveja pela singularidade, sinceridade, magia de narração e credível exposição de quanto viu, viveu, observou e tráz à nossa memória com o fulgor de uma pena brilhante, fruto da experiência do seu valeroso percurso académico e de uma postura ímpar de cidadão do Mundo na sua caminhada rumo a uma eterna procura do Bem maior que pode renovar o mundo e a sociedade contemporânea, especial e particularmente na questão concernente à nossa amada Guiné-Bissau, a primogénita descoberta dos portugueses em África que paradoxalmente, continua a ser a primogénita em tudo..
    Tenho para mim que apesar da meticulosa e abalizada exposição de João Galvão, muita coisa ficou por dizer do período mais negro que culmina o fim da Luta Armada do PAIGC porque o Programa Maior por cumprir que consistia na Unidade da Guiné e Cabo Verde não reunia as condições e os pressupostos essenciais para a sua concretização efectiva.
    A pecha da criação do “Homem Novo” não passou disso mesmo. “Pecha”. Sendo uma das condições para que emergisse da gloriosa luta levada a cabo para a libertação da Guiné e Cabo Verde, este desiderato funcionou apenas até ao Congresso de Cassacá. A partir daí e apesar de todas as lágrimas vertidas por combatentes que viriam um papel de suma importância no pós-independência, a busca de protagonismos, a afirmação da legitimidade individual sobre políticas colectivas, as dissenções entre as lideranças sectoriais e o Colectivo do PAIGC provocaram a criação de anti-corpos ou, se preferirmos, o desvirtuamento ideológico de importantes peças do Xadrez político/ideológico que escapou à própria sagacidade do Líder Supremo.
    Tudo o que o maior estratega das heróicas lutas de libertação das ex-colónias portuguesas concebeu, não foi assimilado e conscientizado por deficiências endógenas do PAIGC.
    Daí que com toda a facilitação do processo de independência emanente da Revolução de Abril de 1974 e nao tendo havido tempo para pensar e assumir o Estado da independente Guiné-Bissau, tivesse conduzido a uma saga de violentas, mortíferas, persecutórias, vingativas e hediondas acções de “Revanche” contra aqueles que, contrariados ou não, ainda se mantinham sob a esfera da administração pública portuguesa. “Les pieds-noirs” da descolonização portuguesa.

    Meu caro João, meu colaço irmão, eu não tenho medo de quem escreve aqui ou comenta ali as vivências de uma época em que o desígnio maior era congregar gente capaz, com maturidade funcional, traquejo e performances criativas para fazer desenvolver o País. Infelizmente isso não aconteceu. Pelo contrário, as arbitrárias, dolosas, incompetentes decisões que marcaram a vida de SAMANTA e MOISÉS, foram actos cruéis, actos de barbárie que pelo que conheço das purgas de Joseph Stalline essas assumiram formas menos dolorosas de aplicação.
    Escrevo estas linhas meu estimado irmão colaço, com a franqueza e o discernimento que as ainda plenas faculdades mentais me ditam.
    Acredita João, és um grande escritor e nessa qualidade, mais o índice revelador da tua saudável irreverência é que coloco auspiciosas esperanças em futuras publicações, meu caro.

    Recomendo a leitura do escritor holandês John Updyke “Corre Coelho”.

    Abraço fraterno e votos de que, isento de qualquer sacrifício, sejas para nosso gáudio cada vez mais prolixo.

    A amizade indefectível de

    TAVARES MOREIRA

  5. Caro João, é o caso para dizer o seguinte: A coragem não se compra! Nem a inteligência! De uma coisa podes ter a certeza, marcaste a minha geração. Com as tuas sábias e profundas análises sobre a Guiné-Bissau, concedeste-nos o conhecimento de parte da nossa história. Espero que continues a deliciar-nos com os teus textos e a forma pragmática e inteligente como abordas os assuntos. Muito obrigado por este excelente contributo.

    Forte abraço.

    LV

  6. Caro colega e amigo Galvão

    Após a leitura da última parte do “Homem Novo forjado na Luta”, não poderia manter-me calado, sem manifestar o meu apreço e testemunho, pela maneira inteligente e corajosa como abordaste os diversos temas, desde o início da luta de libertação da Guiné e Cabo Verde, levada a cabo pelo PAIGC, até à presente época que colide com o desmoronar das primeiras pedras alicerçais, tão sàbiamente lançadas pelo nosso saudoso e inesquecível Amilcar Cabral. Abro aqui um parêntese para dar-te a conhecer, ou talvez não, a sorte que tive de frequentar durante o meu estágio profissional, o mesmo Organismo da Junta de Investigação do Ultramar por onde passou esse nosso lider, antes da sua partida para Guiné-Bissau, tendo aproveitado o mais profundo conhecimento das obras que publicou na conservação dos géneros alimentícios secos de origem vegetal em armazéns. Foi respeitado e admirado por todos que de perto com ele conviveram.
    Pois, meu amigo João, tu como filho da Guiné-Bissau que te traz gradas recordações dos convívios que brilhante e humoristicamente nos deste a conhecer nas primeiras partes da tua obra, leva-me a compreender a tua angústia e revolta pelo estado actual que se encontra o teu País. Espero que o objectivo do teu trabalho tenha a merecida divulgação e que seja uma chamada de consciencialização para os futuros políticos que venham a orientar a vossa Guiné Bissau.
    Um fraternal abraço desse teu grande amigo e admirador,
    Renato

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