Galvas, em apuros!

Tatitataianas e Tatitataianos,

Doravante, o vosso Tatitataia permitir-vos-á ler alguns episódios, que, ocorridos em curto espaço de tempo e envolvendo muito menos protagonistas, serão, por força das circunstâncias, menos extensos mas não menos agradáveis como leitura.

Para o primeiro flash e com a habitual intenção de vos oferecer um pouco de boa disposição, partilho um dos meus muitos incidentes académicos, enquanto ‘aluno’, que nem sempre se guindou ao elevado estatuto de ‘estudante’, do nosso tão querido Liceu Honório Barreto.

Pois esse invulgar incidente, ocorrido no ano lectivo 1960-61, teve lugar no decurso da minha prova escrita de Ciências Físico-Químicas para o exame do  5° ano, segundo ciclo, do então Liceu Honório Barreto.  Oiçam bem: Ciências Físico-Químicas, Brrrrrrr!

Sempre fui, por um juízo francamente merecido, e partilhado, um aluno menos conseguido nessa ‘abominável’ matéria. Que ninguém conteste, pois sei do que falo…., ai não se não sei!

Por ética, não mencionarei o nome da saudosa professora, que teve a infelicidade de testemunhar esse incidente.

Durante a prova, e como as ‘coisas’ não me corriam a contento, ousei solicitar ajuda. Sempre ouvi dizer: perdido por cem, perdido por mil.

A mencionada examinadora acedeu apaziguar as minhas angústias, procurando, com uma voz adaptada às circunstâncias, segredar-me o que seria, perdão, o que julguei ser, a correcta resposta à questão mais espinhosa e, muito naturalmente, a mais valiosa em pontos.

Constrangido pelo modestíssimo conhecimento de que dispunha, sobre uma matéria, a meu ver, mais apropriada a consagrados estudantes que a modestos alunos de ocasião, lá fui, entretanto, e como Deus permitia, tomando nota de tudo quanto essa simpaticíssima professora me foi declamando, o que, para mim, e em boa verdade, constituía um desfilar de incongruências.

Ao findar esse longo calvário, e pouco seguro quanto à futura localização ou inserção da prosa que me fora recitada, ousei lançar um balde de àgua fria aos ouvidos de quem, tão carinhosamente, se propusera ajudar-me: Senhora doutora, esta resposta corresponde à 3a a) ou à 3a b) ?!

A resposta não se fez esperar e veio com esses acordes: Balha-me Deus, rapazinho! E lá se foi a senhora, sem nunca se retornar….

Verdade, verdadinha e da boa!

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10 thoughts on “Galvas, em apuros!

  1. Amigo João, eu sei o que é isso. O estado de nervos e o timing para fazer a prova é tal, que às vezes ficamos com dúvidas e balha-me Deus! Abraço

    1. Caríssimo Carlos: permite-me discordar. E discordar a ‘pés juntos’. Qual ‘estado de nervos’, qual ‘carapuça’? Tudo quanto aconteceu, ficou por conta de uma total ignorância da matéria, e isso, começando pela letra ‘A’ e finalizando na ‘Z’.
      E volto a dizer: ‘Verdade, verdadinha, e da boa’!

  2. Ohh… Ohh… Ohh… Balha-nos o Senhor. Então estavas a pôr à prova os conhecimentos da examinadora…, rapazinho esperto!!! Um abraço.

    1. Mena, pela maneira como ‘rodopiou’, e a prontidão com que partiu, não creio ter havido intenção (e espaço…) para QUALQUER tipo de insinuação… A senhora era das ‘bandas’ do Porto!

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